segunda-feira, 23 de abril de 2018

A Infalibilidade da Igreja Católica segundo Mons. Pivarunas


Tradução de trecho do sermão de 
Mons. Mark A. Pivarunas sobre a infalibilidade da Igreja Católica (com preciosas citações de Ludwig Ott e G. van Noort).
[…] Um estudo detalhado de uma das propriedades da Igreja Católica, sua infalibilidade, pode grandemente nos ajudar a reconhecer onde a Igreja Católica está hoje e onde ela não está.
Antes de considerar o atributo de infalibilidade, precisamos entender o que significa um atributo. Um atributo ou uma propriedade é aquilo que é inerente à coisa mesma, proveniente de sua própria natureza. Um excelente exemplo disto é a água. A água tem a propriedade de umidade. A umidade é inerente à própria natureza da água; é impossível separar a umidade da água. Do mesmo modo, dizemos que existem três atributos ou propriedades na Igreja Católica: infalibilidade, indefectibilidade e autoridade. Tais coisas são inerentes à própria natureza da Igreja Católica e não podem separar-se dela.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Sexta-feira da Cruz de Nosso Senhor: Do amor do Filho de Deus

Sexta-feira da Cruz de Nosso Senhor: Do amor do Filho de Deus



6. Ó cristão, diz S. Cipriano, Deus está contente contigo, chegando até a morrer para conquistar teu amor, e tu não estarás contente com Deus, visto que amas outros objetos, fora de teu Senhor? (Ap. Cont.) Ah, meu amado Jesus, eu não quero ter outro amor que não seja por vós: estou satisfeito convosco: renuncio a todos os outros afetos, o vosso amor só me basta. Sinto que me dizeis: "Põe-me como selo sobre o teu coração" (Ct 8,6). Sim, meu Jesus crucificado, eu vos ponho e peço-vos que vos ponhais a vós mesmo como um selo sobre o meu coração, para que fique fechado a todo outro afeto que não tenda para vós. No passado eu vos desgostei com outros amores, mas presentemente não há pena que mais me aflija como a recordação de haver com os meus pecados perdido o vosso amor, e no futuro "quem me separará do amor de Jesus Cristo?"

Não, meu amabilíssimo Senhor, depois de me haverdes feito conhecer o amor que me tivestes, não quero mais viver sem vos amar. Eu vos amo, meu amor crucificado, eu vos amo de todo o meu coração e vos entrego esta alma tão procurada e amada por vós. Pelos merecimentos de vossa morte, que tão atrozmente separou vossa bendita alma de vosso corpo, desprendei-me de todo o amor que possa impedir-me de ser todo vosso e de amar-vos de todo o meu coração. Maria, minha esperança, ajudai-me a amar unicamente o vosso dulcíssimo Filho, de tal maneira que eu possa repetir sempre, no decorrer de minha vida: Meu amor foi crucificado. Amém.

Oração de S. Boaventura


Ó Jesus, que por mim não perdoastes a vós mesmo, imprimi em mim a vossa paixão, a fim de que em toda parte para onde me volte veja as vossas chagas e não encontre outro repouso que em vós e em meditar os vossos sofrimentos. Amém.
V. Senhor, não nos trateis segundo os nossos pecados.
R. Nem nos castigueis segundo as nossas iniquidades.
  • Para um Bom Católico a sexta-feira é dia de Penitência e dia de meditar sobre a paixão do Senhor!
  • Para os mundanos dia de ignorar o Senhor em sua Cruz e agonia.

Fonte: A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo - Piedosas e edificantes meditações - sobre os sofrimentos de Jesus - Por Sto. Afonso Maria de Ligõrio - Traduzidas pelo Pe. José Lopes Ferreira, C.Ss.R. - VOLUME I

http://precantur.blogspot.com.br/2013/03/sexta-feira-da-cruz-de-nosso-senhor-do.html?m=1

terça-feira, 27 de março de 2018

São Roberto Belarmino apoia resistir ao Papa?


Nos debates entre os católicos tradicionais sobre a legitimidade dos papas pós-conciliares, a seguinte citação de São Roberto Belarmino é repetidamente reciclada:

"Assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, é também lícito resistir ao que agride as almas ou que perturba a ordem civil, ou, acima de tudo, que tenta destruir a Igreja. Digo que é lícito resistir-lhe, não fazendo o que ele ordena e impedindo que as suas ordens sejam executadas; não é lícito, porém, julgá-lo, castigá-lo ou depô-lo, porque estes actos competem a um superior."
 (De Romano Pontifice. II.29.)


       Alguns usam esta citação, tirada do longo tratado de Belarmino que defende o poder do papa, para condenar o "sedevacantismo" — a tese que sustenta que a hierarquia pós-conciliar, incluindo os papas pós-conciliares, perderam seus cargos ipso facto por [suas] heresias. Eu já havia visto isso sendo empregado desta maneira não menos que três vezes nos últimos quatro meses - uma vez no "The Remnant" (Edwin Faust, "Signa Temporum", 15 de abril de 1994, 8), uma vez no "The Catholic" (Michael Farrell, Carta ao Editor, "resposta simples para os Sedevacantistas", Abril de 1994, 10), e uma vez por um padre da Fraternidade São Pio X.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O jejum de Cristo 40 dias no deserto


Os padres da Igreja e Santos Doutores afirmam, conforme o que está dito nas Escrituras, que o jejum de Cristo foi uma completa ausência de alimentos sólidos. Ou seja, não comeu nada durante os 40 dias e 40 noites, e por esta razão os Santos Evangelhos nos dizem que no final ele teve fome e foi tentado pelo Demônio.

Jejuou 40 dias e 40 noites, no recolhimento e na solidão do deserto, na oração e na contemplação, no silêncio e na intimidade da Trindade da qual Ele é o Verbo. O Verbo Eterno do Pai. E sentiu todo o peso do deserto e toda a violência do combate até o confronto direto com o Tentador. E saiu vitorioso sobre o Demônio!

A vida do monge e do eremita, do anacoreta, é uma imitação da vida de Cristo no deserto. Seguindo os passos de Nosso Senhor, procuramos, pelo jejum, uma vida de ascese, pela mortificação e pela penitencia, combater as más tendências e nos unir intimamente à Trindade, numa vida de silencio e solidão, de recolhimento e perseverança na presença de Deus.

O combate contra as tentações, contra as más inclinações e más tendências, contra as fraquezas da natureza humana, contra nossa vontade enfraquecida pelo pecado e contra o Tentador nos faz clamar incessantemente pelo socorro do Divino Mestre: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, tende compaixão de mim pecador!

Na Quaresma, intensificamos nossos jejuns, nossas mortificações, nossas penitencias, nosso isolamento, nosso silencio e solidão, a procura de estar com Cristo unido de modo místico e misterioso, seguindo seus passos pelo deserto e fazendo-lhe companhia no Jardim das Oliveiras. Procuramos vigiar com Cristo de modo mais intenso e mais amoroso. Os momentos de contemplação são fecundos e impregnados de graças...


Fonte: Eremitério Da Santíssima Trindade